Gambá (de guámbá, o ventre aberto, a barriga oca por causa da bolsa onde cria os filhos[carece de fontes]) é o nome popular de um mamífero marsupial típico das Américas. É um dos maiores marsupiais da família dos didelfídeos, pertencentes ao gênero Didelphis, que habitam do sul do Canadá à Argentina e são onívoros. Na natureza têm como principal predador o gato-do-mato (Leopardus spp.), enquanto nas cidades são freqüentemente atropelados por terem a visão ofuscada pelos faróis e por terem pouca mobilidade – exceto nas árvores. São ainda confundidos por vezes com o cangambá (Mephitis mephitis), que embora se assemelhe, não é um marsupial, mas sim um mustelídeo.
Características
Os gambás são animais com 40 a 50 centímetros de comprimento, sem contar com a
cauda que chega a medir 40 cm, com um
corpo parecido com o
rato, incluindo a
cabeça alongada, mas com uma
dentição poliprotodonte (fórmula dental: 5/4, 1/1, 3/3, 4/4 = 50). A cauda tem
pêlos apenas na região
proximal, é
escamosa na extremidade e é
preênsil, ou seja, tem a capacidade de enrolar-se a um suporte, como um ramo de
árvore. As
patas são curtas e têm 5
dedos em cada
mão, com
garras; o
hálux (primeiro dedo das patas traseiras) é parcialmente
oponível e, em vez de garra, possui uma
unha,têm marsúpio e,ao contrario da maioria dos marsupiais,sua cauda é menor que seu corpo.
Reprodução
Gambá fêmea, com a bolsa marsupial cheia de filhotes
Os gambás podem
reproduzir-se três vezes durante o ano, dando 10 a 20 filhotes em cada
gestação, que dura 12 a 14 dias. Como nos restantes marsupiais, ao invés de nascerem filhotes, nascem
embriões com cerca de um centímetro de comprimento, que se dirigem para o
marsúpio, onde ocorre uma soldadura temporária da boca do embrião com a extremidade do
mamilo. Os filhotes permanecem no marsúpio até 4 meses e, quando
crescem mas não são ainda capazes de viver sozinhos, são transportados pela mãe em seu dorso. Em
cativeiro, o período de vida é de 2 a 4 anos.
Comportamento
Os gambás não vivem em grupos, mas na época da reprodução eles formam casais e constroem
ninhos com folhas e galhos secos em buracos de árvores.
Seus hábitos são noturnos, por isso, quando começa escurecer, o gambá sai de seu abrigo para caçar e coletar alimentos. Sendo um animal
onívoro, se alimenta praticamente de tudo, como:
raízes,
frutas,
vermes,
insetos,
moluscos,
crustáceos (
caranguejos encontrados em zonas de
manguezais),
anfíbios,
serpentes,
lagartos e
aves (ovos, filhotes e adultos).
Embora possuam uma grande diversidade de
presas, os gambás são animais de movimentos lentos e de pouca
agilidade, exceto para trepar em árvores, utilizando a
cauda preênsil.
Distribuição geográfica
Variedade de nomes
O nome gambá tem origem na língua tupi-guarani, onde "gã'bá" ou "guaambá" significa uma mama oca, uma referência ao marsúpio, a bolsa ventral onde se encontram as mamas e onde os filhotes vivem durante parte de seu desenvolvimento.
Espécies
Curiosidades
O gambá é o ator principal de muitos fatos e ditos populares da cultura brasileira. Um dos aspectos mais marcantes é o líquido fétido produzido pelas glândulas axilares, utilizado pelo animal como defesa. Na fase do cio, a fêmea costuma exalar este odor para atrair osmachos. Outra estratégia para escapar dos perigos é o comportamento de fingir-se de morto até que o atacante desista. O gambá tem especial predileção por sangue, por isso é conhecido como sanguinário.
Alguns gambás são imunes ao veneno de serpentes, incluindo as jararacas (Bothrops sp.), cascavéis (Crotalus spp.) e corais (Micrurusspp.), podendo atacá-las pela cabeça e ingeri-las pela mesma. Segundo um estudo científico, a dose letal em um experimento com gambás foi de 660 mg de veneno, o que corresponde a uma dose 4.000 vezes superior a suportada por bovinos de 400 kg.